Portuguese Albanian Arabic Armenian Belarusian Bulgarian Chinese (Simplified) Croatian Czech Danish Dutch English Finnish French German Greek Hebrew Hungarian Icelandic Italian Japanese Korean Latvian Lithuanian Norwegian Polish Romanian Russian Serbian Slovak Slovenian Spanish Swedish Turkish Ukrainian
alcoolpaint.png

O álcool, etanol, é um produto que resulta da fermentação de açúcares presentes em vegetais, (frutos, mel, caules e cereais), tais como a cevada, a uva, a cana-de-açúcar, sob a influência de microrganismos, nomeadamente leveduras.

  

Quanto à sua origem, as bebidas alcoólicas podem ser:

- Bebidas fermentadas, que se obtêm por fermentação alcoólica dos sumos açucarados, pela ação das leveduras;

- Bebidas destiladas, que resultam da destilação do álcool produzido no decurso da fermentação. Através de um processo de evaporação (seguida de condensação pelo frio) das bebidas fermentadas, podem obter-se bebidas mais graduadas.

O álcool é considerado uma droga psicoativa com efeitos depressores no sistema nervoso central, provocando alterações no comportamento de quem as consome.

 

 

História

As suas propriedades euforizantes e intoxicantes são conhecidas desde os tempos pré-históricos e praticamente, todas as culturas têm ou tiveram alguma experiência com a sua utilização.

Os árabes foram os primeiros a produzir álcool destilado, por volta do ano 800, técnica que os europeus aprenderam e que fez com que a destilação do vinho e a maior alcoolização das bebidas se tenha generalizado na Europa a partir do século XI.

Egípcios, gregos e romanos são exemplo de povos que conheceram e desenvolveram as artes do fabrico de bebidas alcoólicas, assim como os efeitos do seu uso pelo Homem.

O conceito de Alcoolismo como doença, e não apenas vício, desenvolve-se só na segunda metade do século XIX.

O álcool surge muitas vezes associado a situações de relacionamento social, de natureza ritual, comemorativa, recreativa, para além de fazer parte do imaginário, dos estilos de vida ou mesmo das identidades de muitos grupos sociais.

Atualmente a sua comercialização e consumo são legais.

 

 

Vias de Administração

A sua ingestão é feita por via oral.

 

 

Efeitos psicoativos:

O álcool está na base de variadas situações de doença do indivíduo, sendo diretamente responsável, ou predispondo, associando-se e agravando doenças como tuberculose, doenças cardiovasculares, doenças digestivas e cancro.

 

 

Efeitos imediatos

Os efeitos imediatos do álcool no cérebro podem ser de caráter depressor ou estimulante, em função da quantidade absorvida.

Após a sua ingestão, o álcool é inteiramente absorvido pelo tubo digestivo sem sofrer prévia digestão, entra diretamente no sistema circulatório, atingindo valores máximos até cerca de uma hora e meia, difundindo-se a todo o organismo.

Nos indivíduos em jejum a absorção faz-se em 15-20 minutos, influenciada pela concentração de álcool, a composição da bebida, o estado da mucosa gástrica e duodenal, a ingestão simultânea de alimentos, nomeadamente açúcares e leite, que podem alongar o período de absorção até três horas, entre outros fatores que podem alterar a velocidade dessa absorção.

O álcool afeta as capacidades cognitivas e perceptivas, em especial a visão e a audição. Reduz o campo visual, a capacidade de reação, aumenta a descoordenação motora e a capacidade de avaliação das distâncias, promove a tendência para a sobrevalorização das capacidades e, consequentemente aumenta o risco de acidentes.

Apesar de ter um efeito estimulante inicial, induzindo um estado de euforia, desinibição, e perdendo muitas vezes a noção do perigo, na fase seguinte, os efeitos depressores começam a tornar-se mais notórios, surgindo a falta de coordenação motora (ex. andar a cambalear), sonolência e lentificação do pensamento (ex. dificuldade em falar), diminuição da capacidade de reação, de atenção e de compreensão.

Se as doses ingeridas forem muito elevadas, caso de intoxicação alcoólica aguda, pode surgir depressão respiratória, coma etílico e eventualmente morte.

 

 

Intoxicação alcoólica aguda

As manifestações de uma intoxicação aguda alcoólica dependem da quantidade e qualidade da bebida alcoólica, da tolerância do indivíduo e estão relacionadas com a ação directa do álcool sobre o sistema nervoso central.

Intoxicação alcoólica agudacondição transitória após administração de álcool, resultando em perturbação cognitiva, da consciência, da perceção, do comportamento ou de outras funções psicofisiológicas (CID10).

O excessivo consumo de álcool produz acidez no estômago, vómitos, diarreia, baixa da temperatura corporal, sede, dor de cabeça, desidratação, falta de coordenação, lentidão dos reflexos, vertigens e mesmo visão dupla e perda do equilíbrio.

A primeira fase da embriaguez carateriza-se por um breve estado de excitação psíquica, com euforia, diminuição da tensão e ansiedade e anulação de inibições.

Estes sintomas, ainda pouco marcados para alcoolémias até 0,5-0,8 gramas/litro, podem acentuar-se, à medida que os valores da taxa de alcoolémia sobem. Contudo, mesmo para valores ainda relativamente baixos, os testes põem já em evidência perda de capacidades inteletuais, inibição da atenção e alterações a nível dos movimentos.

Para valores de 1 a 2 gramas/litro, acentua-se a síndrome expansiva, a falta de crítica, podendo surgir uma ligeira agressividade.

A segunda fase é já caraterizada por alterações muito marcadas – a nível do pensamento, da atenção, da esfera sensorial, da sensibilidade, da coordenação motora e do equilíbrio, podendo surgir sintomas vegetativos do tipo náuseas e vómitos, midríase, taquicardia. A alcoolémia é, então, superior a 2 gramas/litro.

Segue-se uma terceira fase, caraterizada por confusão, sono profundo, podendo retroceder, ao fim de algumas horas, para o despertar, ou, quando a alcoolémia atinge valores elevados (de 5-6 e mais gramas/litro), progredir para o coma ou mesmo morte, passando por uma hipoglicémia secundária e alterações neurovegetativas como depressão respiratória, cardiocirculatória, hipotermia.

 

Na família o consumo de álcool é um fator importante de rutura familiar, violência doméstica e maus tratos sobre crianças.

 

No trabalho é um fator de redução do rendimento laboral, principalmente através do absentismo, acidentes, desadequado desempenho no posto de trabalho e reformas prematuras.

 

 

Álcool e condução

O consumo de álcool é diretamente responsável por uma elevada percentagem de mortes por acidentes de viação, e, em menor percentagem, de causa de acidentes de que resultam incapacidades.

O álcool modifica a capacidade de discernimento, torna os reflexos mais lentos, diminui a vigilância e reduz a acuidade visual, em particular a redução da concentração e da capacidade de efetuar manobras simples e de mudanças de direção, tendência a uma conduta mais arriscada e de maior velocidade, problemas da visão lateral, dificuldade em distinguir sinalização e erros na apreciação da distância e redução da assimilação das percepções.

 

 

Efeitos a longo prazo

O consumo crónico conduz a alterações em vários órgãos e sistemas do indivíduo:

  • Cérebro – atrofia cerebral e deterioração;
  • Sangue – anemia, diminuição das defesas imunitárias;
  • Coração – frequente hipertrofias e dilatação com insuficiência cardíaca, miocardiopatia, perturbações arteriais, fragilidade das paredes vasculares e hemorragias, hipertensão arterial;
  • Aparelho digestivo – glossites, esofagites, gastrites, da síndrome de mal-absorção intestinal, de hepatopatia (hepatite, esteatose, cirrose), de lesões pancreáticas agudas ou crónicas (inflamação, deterioração);
  • Aparelho locomotor: perturbações músculo-esqueléticas;
  • Manifestações psíquicas: Irritabilidade, insónia, delírios por ciúmes, ideias de perseguição e, ainda mais graves, as encefalopatias com deterioração psico-orgânica (demência alcoólica)
  • Gravidez – o consumo habitual na mulher grávida pode originar síndrome alcoólica fetal, que surge com a ingestão de álcool nos primeiros meses de gravidez, caraterizada por atraso de crescimento global e anomalias morfológicas.

 

O álcool induz a tolerância nos consumidores crónicos (necessidade de quantidades progressivamente maiores da substância para se produzir o mesmo efeito desejado ou intoxicação) e dependência física e psicológica.

A síndrome de abstinência ocorre com a redução ou com a interrupção súbita do consumo da substância no paciente consumidor dependente, surgindo entre as doze e as dezasseis oras seguintes à privação da bebida, inquietação, nervosismo e ansiedade. Várias horas depois, podem aparecer cãibras musculares, tremores, náuseas, vómitos e grande irritabilidade. A partir do segundo dia de abstinência, nos casos mais graves surge o denominado “delirium tremens”, caraterizado por confusão mental, desorientação no tempo e no espaço, em relação a si e aos outros, uma clara desintegração dos conceitos, aparecimento de delírios, alucinações e fortes tremores.

  

 

Fonte:

SICAD

Mello, Maria Lucilia Mercês, Barros, José, Breda, João. Álcool e Problemas ligados ao álcool em Portugal. DGS, 2001.Fonte: SICAD

Fotos

DDN Porto Santo...
View Image Download
Congresso Coimb...
View Image Download
DDN Porto Santo...
View Image Download
Santacruzense
View Image Download
Vibes 4u no dru...
View Image Download
Vibes 4u no dru...
View Image Download
Vibes 4u no dru...
View Image Download
Orienta-te sem ...
View Image Download
Imaculado Coraç...
View Image Download
Debate Canábis
View Image Download
Energy 4 Life
View Image Download
100% Cool
View Image Download
I Jornadas Prev...
View Image Download
um mês, um conc...
View Image Download
Formação Vibes ...
View Image Download
campanha move n...
View Image Download
Feira da Saúde ...
View Image Download
Feira da Saúde ...
View Image Download
Feira da Saúde ...
View Image Download
Feira da Saúde ...
View Image Download
Seminário onlin...
View Image Download
Ser Família
View Image Download
Ser Família
View Image Download
Dia Nacional do...
View Image Download
Great new costomer Bonus Bet365 read here.
View best betting by artbetting.net
Download Full Premium themes