O Aedes aegypti é uma espécie com origem no continente africano, sendo considerada invasora na Ilha da Madeira. Hoje em dia, a sua distribuição mundial está associada a climas tropicais e subtropicais, encontrando as condições ideais em locais com temperaturas médias mensais de 10ºC nos meses mais frios (mês de janeiro no hemisfério norte e julho no hemisfério sul), correspondendo, aproximadamente às latitudes de 35ºN e 35ºS. Com aparições esporádicas fora destas latitudes, mas com dificuldade de ter uma população estabelecida (evidência de reprodução e hibernação) da espécie, no entanto, considerando as alterações climáticas globais previstas, o mosquito Aedes aegypti terá condições de expandir a sua presença para outros locais e, consequentemente as doenças transmitidas por este vetor, uma vez que o mosquito reproduz-se mais rapidamente e pica com mais frequência com o aumento da temperatura.

A sua propagação pelo mundo está associada, principalmente, à circulação de mercadoria e pessoas entre os vários países e continentes, proporcionando o transporte do vetor mosquito, nas várias fases de desenvolvimento. Outro dos fatores chaves da sua rápida expansão deve-se ao facto de se adaptar às zonas urbanas, com ótimo aproveitamento dos recipientes domésticos e peri-domésticos, com ou sem vegetação por perto, para se reproduzir e colocar ovos. Esta disseminação pode ser causada, não apenas pela migração ativa dos mosquitos, mas também pelo transporte passivo, nomeadamente em automóveis, navios, comboios e aviões.

Neste momento, o vetor Aedes aegypti encontra-se nos cinco continentes, tendo maior representação nos continentes africano, americano e asiático. Esta distribuição geográfica do vetor transmissor de várias doenças, como o Dengue, Febre-amarela, Chikungunya, Zika, entre outras, faz do Aedes aegypti um dos animais mais fatais do mundo. Para o despontar de um novo surto, para além da presença do vetor, é necessário a presença do agente (pessoa portadora do vírus). Por esta razão, de modo a evitar um novo surto na ilha da Madeira, se tiver conhecimento de emigrantes de regresso à Ilha da Madeira que vivam em zonas endémicas ou com surtos destas doenças ou estiver a planear viagem de férias ou trabalho para estes países, tenha atenção à picada do mosquito e previna-se com aplicação de repelente e redes mosquiteiras. Para mais informações, consulte o menu “Informação ao Viajante”.

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